16 de junho de 2012

Rio+20: O que esperar da conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável

Este artigo faz parte da Coluna que assino todos os sábados na Rádio Santa Isabel FM*, de Viamão-RS, dentro do programa Assim Canta o Rio Grande, de apresentação do radialista e tradicionalista Paulo Silva. 


            Bom dia a todos! Neste sábado quando vocês estiverem ouvindo esta Coluna eu estarei na cidade do Rio de Janeiro. Se o meu voo da Azul não atrasou deverei ter chegado à cidade maravilhosa por volta dás 7:40h. Através da internet estarei ouvindo o Programa “Assim Canta o Rio Grande”. Vou ao Rio de Janeiro na qualidade de Conselheiro do Orçamento Participativo por uma iniciativa da Prefeitura de Porto Alegre, que ofereceu a mim e a mais dois conselheiros a oportunidade de representar este segmento da sociedade civil na conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20, que está sendo realizada de 13 a 22 de junho de 2012, aqui no Rio de Janeiro. A Rio+20 é assim conhecida porque marca os 20 anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.
            Sexta-feira de manhã eu estive presente à assinatura do documento “Porto Alegre: História e Futuro de Sustentabilidade” pelo prefeito José Fortunati no salão nobre da prefeitura de Porto Alegre. Este documento trata-se de um inventário das iniciativas sustentáveis do município. Interessante destacar que o documento não será impresso. Essa atitude está dentro do novo paradigma de sustentabilidade, onde evita-se inclusive usar papel desnecessariamente. O documento será disponibilizado através de meio eletrônico e também através de pen-drivers.
            Hoje ainda, eu irei me reunir com pessoas de todas as partes do país e do exterior para debater principalmente a questão do lixo urbano: forma ecológica de descarte e destinação sustentável. Quero também participar de debates sobre maneiras de preservação de rios e nascentes da poluição causada por esgoto sanitário e dejeto industrial. Vou visitar, também, o estande da prefeitura de Porto Alegre no Parque dos Atletas. Será um espaço com 100 metros quadrados, onde serão apresentadas as principais iniciativas de sustentabilidade e governança desenvolvidas pela cidade. É claro que estou levando meu chimarrão e um pouquinho do jeito nosso de compartilhar a amizade.
            E dia 19, terça-feira, às 15:30h, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, irei participar juntamente com entidades da sociedade civil que integram o comitê Porto Alegre, de um ato para reforçar a intenção de realizar a edição 2013 do Fórum Social Mundial em Porto Alegre, que desde 2005 não sedia o evento. 
            O que precisamos lembrar é que em 92, aqui no Rio, os líderes mundiais se dispuseram a fazer várias coisas necessárias para diminuir às agressões ao meio ambiente. Infelizmente, pouquíssima coisa foi cumprida. Ganhar dinheiro agredindo a natureza e comprometendo a qualidade de vida das pessoas e ecossistemas inteiros, tem cegado a mente dos governantes e mega empresários. Vinte anos após, o objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.
            Esperemos que desta vez os acordos sejam cumpridos e que possamos, de fato, viver um presente consciente e construir um futuro melhor aos nossos filhos e netos.
           
Bom sábado a todos e até semana que vem, quando já estarei de volta ao Rio Grande do Sul com um resumo do que presenciei por aqui, se assim Deus me permitir.

* Rádio Santa Isabel - 87.7 FM - http://radiosantaisabel.com.br/


João Batista Maciel Gonçalves
Acadêmico de Filosofia - PUCRS

Trabalho social desenvolvido:
- Conselheiro do Orçamento Participativo de Porto Alegre na Temática da Cultura, e da Comissão de Cultura da Lomba do Pinheiro;
- Delegado do Fórum de Planejamento do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre;
- Presidente da Acomasf - Associação Comunitária Santa Filomena, bairro Lomba do Pinheiro.

1 de junho de 2012

Avanço de Lula contra o STF é ainda mais grave do que o escândalo do Mensalão, e é a mais grave agressão ao Estado de Direito desde a redemocratização.

Este artigo faz parte da Coluna que assino todos os sábados na Rádio Santa Isabel FM*, de Viamão-RS, dentro do programa Assim Canta o Rio Grande, de apresentação do radialista e tradicionalista Paulo Silva.


O título da minha coluna nesta semana foi retirado do artigo de Reinaldo Azevedo para a Revista Veja, publicado no último dia 27 de maio, que escreveu também, abre aspas: “Que fique claro! … O dicionário registra o que Lula tentou praticar: chantagem!!!” Depois dessas palavras de tão renomado jornalista, o que nós simples cidadãos, que não temos imunidade profissional, podemos falar sobre essa tentativa de chantagem?

Eu creio que os brasileiros mais politizados devem ter ficado estarrecidos como eu fiquei com a denúncia do Ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal. Como Reinaldo Azevedo incentivou, “é preciso dar à iniciativa de Lula, de tentar encabrestar o Supremo, a sua devida dimensão. Espalhem a verdade na internet. Um ex-presidente da República, chefe máximo do maior partido do país — que está no poder —, atuou e atua como chantagista da nossa corte suprema. “

O ex-presidente se faz de vítima, se diz indignado com a falsa denúncia do Supremo, mas segundo Arnaldo Jabor da TV Globo, abre aspas, “esta situação permite algumas perguntas: por quê o Ministro Gilmar Mendes iria se expor para ser o olho deste furacão? Que ganharia com isso? E Lula? Pediu para se encontrar com o Ministro para quê, para falar de futebol, sobre o Neymar? Não dá para saber. ...Mas com saudades de si mesmo ele prefere o Brasil em que reinou, tolerante com as alianças que criaram a cachoeira de corrupção que cai sobre nós.”

Eu quero saber como isso tudo irá acabar. Afinal de contas um ex-presidente é acusado de chantagear um Ministro do Supremo Tribunal Federal, e nada irá acontecer? Se ele fosse ainda presidente da República isso seria motivo para impeachment. Mas como Lula não é mais presidente precisamos cobrar do próprio Supremo que tome uma atitude para indiciá-lo.


O Supremo já está se organizando para fazer o julgamento mais rumoroso da história de nosso País após a redemocratização, o esquema do Mensalão. Por falar em julgamento, alguém se lembra quais os políticos são réus no processo? Eu não me lembro mais, afinal de contas já se passaram tantos anos. Um ladrão de galinha é preso de imediato. O julgamento é em rito quase sumário, rapidinho, rapinho!

Infelizmente o Luiz Inácio não é réu neste processo, afinal de contas o relator chegou a conclusão que não há provas de que o ex-presidente tivesse conhecimento do esquema. Ironia né gente? O chefe da quadrilha despachava na sala ao lado do gabinete do presidente e este não sabia de nada! Mas apesar do ex-presidente não ser réu, o partido dele, o PT, é. O medo da repercussão nas urnas, este ano, do resultado do julgamento, deve ser a motivação para Lula achacar o Supremo.

Por hora acompanhemos o desenrolar do julgamento do Mensalão. Que a justiça seja feita em prol dos legítimos cidadãos brasileiros: os que colocam a moral e a ética acima dos interesses políticos que acobertam chantagistas e quadrilheiros de crimes do colarinho branco.

Bom sábado a todos e até semana que vem se Deus assim nos permitir.


João Batista Maciel Gonçalves
Acadêmico de Filosofia - PUCRS
Trabalho social desenvolvido:
- Conselheiro do Orçamento Participativo de Porto Alegre na Temática da Cultura, e da Comissão de Cultura da Lomba do Pinheiro;
- Delegado do Fórum de Planejamento do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre;
- Presidente da Acomasf - Associação Comunitária Santa Filomena, bairro Lomba do Pinheiro.

25 de maio de 2012

Natureza, pobre natureza.

Este artigo faz parte da Coluna que assino todos os sábados na Rádio Santa Isabel FM*, de Viamão-RS, dentro do programa Assim Canta o Rio Grande, de apresentação do radialista e tradicionalista Paulo Silva.

Esta semana um dos assuntos em Brasília foi o  Código Florestal. Da maneira como a lei foi votada no Congresso Nacional as coisas continuaram ruins na questão da preservação ambiental e recuperação de áreas afetadas pelos agricultores. Ontem, dia 25, numa tentativa de impedir a anistia a desmatamentos, a presidente Dilma Rousseff decidiu vetar 12 dispositivos da lei e editará uma medida provisória para preencher lacunas do texto.

Isto me fez refletir sobre a situação em que se encontra a natureza em nosso país. Rios poluídos, solo contaminado por lixo por todos os lados, desmatamento, são algumas das agressões que a natureza no Brasil tem sofrido desde que eu me conheço por gente.

Eu gostaria de convidá-lo a pensar se o que fazemos no dia a dia causa dano a natureza.

Sabe, quando eu tinha uns 9 anos, por volta de 1978, lembro-me que a minha família queimava no quintal o lixo que produzíamos em casa. O meu pai abria um buraco no chão no fundo do quintal, e sempre que o cesto do lixo estava cheio a gente jogava o lixo dentro deste buraco e uma vez por semana, se não me engano, se queimava o lixo. Sempre que o buraco estava cheio, abría-mos um novo buraco e com a mesma terra cobría-mos o buraco antigo. Eu morava na zona sul de Porto Alegre e isso era natural para mim quando eu era criança, naquela época o município não tinha coleta domiciliar de lixo. Quando surgiu a coleta, nos moldes que é feita até hoje, lembro-me que os ambientalistas alegaram que a queima de lixo em casa causava danos Ia camada de ozônio, e ao meio ambiente pela fumaça que isso causava aos vizinhos e devido a proliferação de insetos e ratos. A partir de então o lixo começou a ser colocado em local chamado Lixão Público. Daí, hoje, me pergunto: O que isso causou de bem a natureza já que a proliferação de insetos e ratos continua. Apenas a fumaça que causava mal aos vizinhos talvez tenha sido solucionada. Mas com a criação do Lixão Público não se causou nenhum dano a natureza? É claro que sim. Outros danos a natureza foram causados com a contaminação do solo e lençol freático responsável pelos reservatórios d'água.

Sabe pessoal, esta questão do lixo sempre me faz refletir que a indústria mudou muito nestes anos da década de 1970 para cá. Antes as embalagens de vários produtos eram de lata e vidro. Quase não existia embalagem plástica. Produtos de limpeza vinham em embalagens de lata e vidro, o mesmo acontecia com boa parte dos alimentos e muitos outros produtos como os medicamentos. Os refrigerantes vinham em garrafas de vidro. O extrato de tomate em latas ou copos de vidro. O óleo vegetal para cozinha, o azeite, era em lata. O pão era embrulhado no papel manteiga, a carne e as linguiças, além da mortadela e o queijo também. Ah, não se pode esquecer do leite que era entregue em litro em garrafa de vidro. Tanto lata (metal) quanto vidro são matérias primas recicláveis. Lembro-me que para ganhar uns "pila" a gente vendia garrafas quebradas e latas vazias, e pagavam muito bem naquela época, pois as indústrias beneficiavam estes produtos para fazer novas embalagens.

Hoje em dia cada vez mais eu me pergunto como que a gente sem questionar usamos estes produtos todos em embalagens plásticas. As indústrias passaram a usar esta matéria-prima e nenhum de nós questionou o dano que isso vem causando ao meio ambiente nestes anos todos. O que será que aconteceu com os empresários, os governantes, e com a sociedade que permitiram isso? Pessoas jogam lixo dentro de sacolas plásticas em qualquer lugar, nas ruas, nos terrenos baldios, em meio as matas, dentro de córregos, etc. E o lixo acondicionado nas sacolas plásticas vão para os lixões como disse antes...

Ah, quanta agressão ao meio ambiente!

Poderia falar de inúmeras outras agressões que fazemos a natureza diariamente, como por exemplo o esgoto sanitário que é jogado nos arroios ou valões, e todos desaguam em rios ou, em algumas cidades, diretamente no oceano.

Importante perguntar por que fazemos tudo isso. Por que encontramos solução a tantas coisas para dar conforto a nossas vidas, mas não nos preocupamos com o dano que isso causa a própria natureza e indiretamente a nós mesmos? Já parou para pensar nisso?

Um bom exemplo para esta dicotomia é o ônibus. Ele é um meio de transporte que nos traz conforto não é mesmo? Pois você já imaginou como iríamos ao trabalho ou a escola sem o ônibus? Sem dúvida seria bem complicada a nossa vida, mas é preciso analisar o que está relacionado a este meio de transporte. O ônibus polui a natureza através do óleo diesel que utiliza. Os bondes (trens), que em 1970 foram substituidos por ônibus não poluiam, pois eram movidos por eletricidade, no entanto nós, cidadãos, permitimos que o sistemas de transporte coletivo fosse alterado, e passamos a ser transportados por um tipo de veículo que polui. Sem falar noutro fator que é custo de renovação da frota de ônibus a cada 10 anos, contra uma durabiliadade da carroceria dos bondes em torno de 100 anos. É preciso encarar esta situação, quem ganha com este sistema de transporte coletivo, mas esta é outra questão e poderá ser abordada noutro artigo.

Para concluir, quão bom será se para começar a agir em prol da nossa natureza fizermos um questionamento imprescindível nos dias de hoje. Pergunte a si mesmo: o que tenho feito para salvar a natureza? Por exemplo, a simples substituição das sacolas plásticas para embalar a compras nos mercados, por caixas de papelão ou sacolas ecológicas, irá solucionar este problema? Não, pois sacos de lixo, também de plástico, continuarão a embalar o lixo que irá ser jogado no mesmo local, lixão público.

Então, façamos algo em prol da natureza, digamos não as sacolas plásticas para embalar compras e digamos não também a embalar lixo com sacos plásticos. Temos que propor aos vereadores uma outra solução para o descarte do lixo. O lixo domiciliar pode ser colocado dentro de tonéis de lata em nossas casas e estes podem ser descarregados dentro dos caminhões da coleta domiciliar, ou de outra forma politicamente correta. Pensemos nisso e nos pronunciemos publicamente sobre isto. Quem sabe nossa consciência possa se sentir melhor, e a nossa natureza também.

Bom sábado a todos e até semana que vem se Deus assim nos permitir.

* Rádio Santa Isabel - 87.7 FM - https://radiosantaisabel.com.br

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João Batista Maciel Gonçalves
Acadêmico de Filosofia - PUCRS
Trabalho social desenvolvido:
- Conselheiro do Orçamento Participativo de Porto Alegre na Temática da Cultura, e da Comissão de Cultura da Lomba do Pinheiro;
- Delegado do Fórum de Planejamento do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre;
- Presidente da Acomasf - Associação Comunitária Santa Filomena, bairro Lomba do Pinheiro.

28 de abril de 2012

A busca da felicidade II

          Em 23 de abril meu tema aqui e na Coluna que eu assino na Rádio Santa Isabel FM*, de Viamão/RS, foi “A busca da felicidade”. Neste artigo, em dado momento concluí (na minha filosofia) que Deus é o criador de todas as coisas e que toda criação é um ato livre da sua própria vontade. Por serem criadas, todas as coisas participam da perfeição divina. E a perfeição divina resulta em felicidade! Todas as coisas visíveis e invisíveis foram criadas por Deus. Mas se Deus é o autor de todas as coisas, qual seria a causa de sua criação? Ora, toda vontade tem um objeto que lhe é próprio. Nos seres humanos, o desejo da vontade é um objeto exterior, exemplo disso é a busca da felicidade que determina toda ação humana. Em Deus, ao contrário da natureza humana, a vontade não pode ser determinada por algo exterior a Si mesmo, ou seja, ela encontra-se no próprio Deus e o objeto dessa vontade divina é a bondade. Logo, é evidente que a causa da criação é a própria bondade divina.
         Tão bom seria buscar a felicidade dentro de nós mesmos, em nosso interior. Mas alguém dirá: acaso o mundo que vivo não é externo? Sim, sem dúvida o mundo no qual vivemos é exterior. Mas onde é que sentimos nossas emoções? As emoções sentimos internamente. Logo, o exercício da busca da felicidade está mais ligada ao nosso “eu”. Os objetos externos precisam ser para nós apenas a ponte para detonar a felicidade. Se algo me trouxer más sensações é dentro de mim, onde eu sento todas as emoções sejam boas ou não, que preciso tomar uma decisão importantíssima: impedir que as más sensações façam morada. É preciso impedir que ao entrar em nós más sensações, que estas fiquem dentro de nós. É preciso expelir tudo o que não nos deixa felizes. Se fizermos este exercício mesmo que encontremos, em nossa caminhada da vida, as mais terríveis decepções, estas não irão causar “internamente” más sensações PERMANENTES, basta não deixá-las PERMANECER dentro de nós, no nosso “eu”.
         Deus nos criou para sermos felizes. Se a cor que lhe trás felicidade é verde, e em sua vida apenas encontraste o azul e o amarelo porquê não misturas estas cores em busca do verde que tanto te agrada? Te encontres a ti mesmo e sejas feliz com o que tens. Um mundo interior de emoções equilibradas o aguarda.


João Batista Maciel Gonçalves

Acadêmico de Filosofia - PUCRS

Trabalho social desenvolvido:

- Conselheiro do Orçamento Participativo de Porto Alegre na Temática da Cultura, e da Comissão de Cultura da Lomba do Pinheiro;

- Delegado do Fórum de Planejamento do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre;

- Presidente da Acomasf - Associação Comunitária Santa Filomena, bairro Lomba do Pinheiro.

27 de março de 2012

Prestação de Contas 2011 Conselho Tutelar POA


Gostaria de convidar a todos para a Prestação de Contas do ano de 2011 do Conselho Tutelar da Lomba do Pinheiro/Agronomia, que será realizada dia 30/03/2012, às 14h, no Plenário Ana Terra da Câmara Municipal de Vereadores. Em anexo, segue convite com todas as informações necessárias, que foi-me enviado pela atenciosa Conselheira Thaise Malta Sant'Anna.

Maiores informações no conselho: Fone: 3315.4099
João Batista Maciel Gonçalves
Acadêmico de Filosofia - PUCRS
(Conselheiro do Fórum de Segurança e do Orçamento Participativo da Lomba do Pinheiro)

23 de março de 2012

O que é FELICIDADE?

Na semana passada, eu ponderei que na concepção religiosa cristã pode-se dizer que a FELICIDADE está indubitavelmente ligada a criação do Homem desde a sua idealização por Deus. Os cristãos acreditam que o Homem foi criado por Deus, bem como o universo inteiro. É comum chamar a quem cria algo de Pai da criação. Por exemplo: Santos Dumont criou o avião, logo, chamamos ele de Pai da aviação. Assim sendo, é natural chamar a Deus de Pai. E se Deus é Pai nós somos filhos para ele, e esta é a questão: QUAL o pai não ama o seu filho? É natural que o ame. Então da mesma forma Deus ama o Homem como um Pai ama o Filho. Parece-nos lógico, portanto, ACREDITAR que Deus DESEJOU felicidade ao Homem.

Mas então uma pergunta precisa ser feita: o que é a felicidade?
Como resposta alguém poderia dizer: é um enigma que desde sempre inquieta a humanidade.

Mas segundo Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que estuda a felicidade há mais de duas décadas, a FELICIDADE seria uma sensação de bem-estar: “É difícil dizer o que é, mas sei quando eu a vejo. É simplesmente se sentir bem”.

Deus criou o Homem e o colocou num paraíso, uma espécie de jardim onde havia tudo para ele ser feliz, havia florestas, rios, animais, aves, criaturas marinhas, toda beleza na natureza nos seus relevos e céus. O Homem tinha tudo para ser feliz, estendia a mão e tinha alimento. Acordava e dormia, e continuava sendo feliz. Deus também deu-lhe uma companheira, a mulher, e desejou que o Homem expandisse o paraíso, povoando toda a Terra. Infelizmente após cerca de seis mil anos da criação do Homem, é raríssimo encontrar traços daquele paraíso.

No contexto atual é difícil responder o que é a felicidade, entretanto, estudos científicos recentes têm procurado achar padrões de comportamento e pensamento nas pessoas que se consideram felizes. Alguns padrões encontrados são:

- buscar objetivos de acordo com suas características pessoais
- riqueza em relacionamentos humanos
- possuir uma forte identidade étnica
- ausência de problemas
- ser competente naquilo que se faz
- enfrentar problemas com a ajuda de outras pessoas
- receber apoio de pais, parentes e amigos
- ser agradável e gentil no relacionamento com outras pessoas
- não superdimensionar suas falhas e defeitos
- gostar daquilo que se possui
- ser autoconfiante
- pertencer a um grupo
- independência pessoal

Concluindo, poderíamos dizer que: a felicidade não é uma sensação eterna, é um estado de êxtase, daqueles que se atinge nos momentos de extremo prazer. Estar feliz ou triste é um ir e vir. É um querer eterno.

João Batista Maciel Gonçalves
Acadêmico de Filosofia - PUCRS

16 de março de 2012

A infelicidade deveria existir?


Felicidade, todos a querem, MAS será
que a in-felicidade, QUE IMPEDE DE SERMOS FELIZES, deveria existir?

Eu encontrei no site www.serespirita.com.br, um artigo cujo
título é, Todos querem ser felizes,que diz o seguinte:

“ reflitamos sobre a felicidade. Essa indescritível sensação é o que há de mais universal em todos os seres. Afinal,se há alguma coisa a nos unir fundamentalmente é o desejo de ser feliz. Mas,não há modelo de felicidade, pois cada um é capaz de ser feliz a sua maneira. No entanto, há critério: só posso ser feliz sem causar a dor alheia. Portanto, a ninguém deve ser dado o direito, ou poder, de impor “clichês de felicidade” a terceiros.”


Bom, meus amigos e minhas amigas, para falarmos sobre felicidade, algo inerente a todos os humanos, pois 10 entre cada 10 pessoas buscam a felicidade, é preciso questionar o inverso da felicidade, ou seja, é preciso questionar se a IN-FELICIDADE DEVERIA EXISTIR.

Numa concepção judaico-cristã, que é a fé que eu particularmente confesso, poderia dizer que a felicidade está umbilicalmente ligada ao desejo do criador, pois este criou todas as coisas com perfeição.

Ele é amor.

Criou todas as coisas, inclusive o Homem.

Fez o Homem e colocou-o num jardim, em um paraíso que tinha todas as condições para o Homem ser feliz, ter paz e felicidade em abundância.

O Criador ANTES de criar o Homem DESEJOU a felicidade para a vida deste Homem, então depois é que o CRIOU.

Entendem a particularidade disso?

O Criador não criou o Homem simplesmente criando-o, mas ANTES de criá-lo
DESEJOU felicidade à criação.

Podemos, portanto, afirmar que Ele é amor.

Deus criou o Homem com o intuito deste ter felicidade eterna. O colocou
num paraíso com todas as condições dele ser feliz.

Não havia no paraíso um motivo sequer para o Homem ser in-feliz.

O Criador não fez o Homem para este ser in-feliz, nem para que este
conhecesse o oposto à felicidade, ou seja, a in-felicidade.


A maior e mais indubitável in-felicidade do Homem é a sua morte.


Mas, os cristãos sabem que a morte NÃO FOI CRIADA por Deus.


Deus permitiu que a morte viesse acontecer, É VERDADE, MAS como salário do pecado.


Deus é amor, nunca podemos esquecer disso.

A morte não traz felicidade. Deus não poderia tê-la desejado.

A morte foi conseqüência da desobediência não apenas do Homem, mas antes do Homem, da desobediência de um Ser Celestial, que questionou a soberania do Criador.

Mas essa questão creio que seria bom abordá-la em um próximo artigo.

Concluindo, a maior in-felicidade do Homem, a morte, é conseqüência da desobediência do Homem.

Mas se Deus é amor, que antes mesmo de criar o Homem, desejou que ele fosse feliz, e depois, quando no decorrer da existência do primeiro Homem, quando veio a desobediência da tal Criatura Celestial, causando que Deus permitisse que o homem viesse a conhecer a in-felicidade, e por conseqüência, a morte, isso significa que Deus deixou de ser amor?

De forma alguma.

O Homem foi criado perfeito, para ser feliz e viver para sempre, com
felicidade.

O Homem é que se tornou imperfeito quando desobedeceu. O Homem é quem conheceu a in-felicidade, e por conseqüência, sobre ele veio a morte.

Deus é eterno de geração à geração.

Os Seus desejos e princípios são imutáveis.

O que Deus desejou nunca deixará de ser o que ele desejou, pois Deus é
perfeito.

Toda a sua criação, da mesma forma, é perfeita. Deus Criou o Homem perfeito, para ser feliz e viver para sempre, com felicidade.

Mas isto não significa que ao permitir que o homem recebesse o salário pela sua desobediência, a saber, a morte, Deus se esqueceria da situação infeliz em que o Homem se submeteu.

É aí que entra a base do judaísmo-cristão, Jesus Cristo.

- “Todo aquele que Nele crer, ainda que morra, terá a vida eterna.”

A vida de Jesus Cristo, os seus ensinamentos, conduzem o Homem a uma vida feliz, em meio a tantas infelicidades do dia-a-dia.

A bíblia por sua vez, é o manual da felicidade do Homem.

Jesus Cristo é a personificação do Amor do Altíssimo, a personificação
do Amor do Criador.

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A fonte da felicidade passa pela reconciliação do Homem com Deus,
através de Jesus Cristo.

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Pensemos nisso por hoje... ok?

Gostaria de falar mo próximo artigo sobre este meu ponto de vista da busca do Homem pela felicidade sob o olhar cristão e também um pouquinho sobre a Criatura Celestial que primeiro desobedeceu a Deus e cobiçou ser igual a Ele.

João Batista Maciel Gonçalves
Estudante de Filosofia - PUCRS