16 de setembro de 2009

Medo, insegurança e indignação na Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint' Hilaire em Porto Alegre

Vosmar Viana e João Maciel (Coordenador e Secretário do Fórum) entre Sabrina Ramos (Conselho Escolar)
Audiência Pública da AL na Escola Saint' Hilaire (No destaque Vereadora Maria Celeste)
Fotos: João Maciel



O Fórum Regional de Justiça e Segurança da Lomba do Pinheiro (FRJSLP) do qual eu participo como secretário, vem se somar a comunidade escolar da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint' Hilaire a fim de denunciar a situação extrema de falta de segurança, causada por assaltos, furtos, vandalismo, vulnerabilidade extrema à drogas, agressão a um aluno por parte da Brigada Militar, pela qual passa esta escola, . Há mais de dois anos a direção da escola, o conselho escolar (pais), além do FRJSLP, vem pedindo ajuda à Brigada Militar e Polícia Civil para coibir a ação de meliantes que praticam assaltos a professores, funcionários, e alunos, e mais recentemente postura inadequada de um integrante da Guarda Municipal que precisa ser afastado da escola.

A fim de encontrar uma solução definitiva para o problema a direção da escola recorreu à Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa (CSP da AL), que atendendo o requerimento promoveu uma audiência pública nas dependências da escola, na noite do último dia 15/09 p.p.

Destaco a fala de algumas pessoas, como a diretora Sônia Duarte, que corrabora com a manifestação de mães de alunos, afirmando que a Smed tem conhecimento de tudo e prometeu a construção de um muro para fechar o beco ao lado da escola por onde meliantes intimidam a comunidade escolar e passam pelos vãos de proteção drogas para dentro da escola e facilita o acesso à escola para praticarem furtos e vandalismo. Lembra que já perdeu as contas de quantas ocorrências policiais já foram registradas, e espera que seja identificado o policial que agrediu o menor Miromar dentro da escola.

Também destaco a fala da mãe Luciana do menor Miromar agredido por policiais da BM, durante uma batida policial numa casa em frente a escola, na qual a BM continuou a perseguição dentro da escola, e teria confundido o menor e o agredido fisicamente, questiou que se ela batesse no filho seria encaminhada à justiça, no entanto o seu filho passou por esta agressão por integrantes da BM e passados mais de 4 meses não houve seuquer retorno de quem praticou o fato. Disse que o filho passa por acompanhamento psicologico até hoje devido o trauma sofrido por ele. perguntou se a BM deveria dar segurança ou causar mais insegurança e medo as menores.Mesma preocupação tem a orientadora escolar Luci, que ressalta que o jovem foi agredido, humilhado, questionando o papel da BM que deveria proteger e não discriminar com mais violência.

A professoara Cinara disse que situações semelhantes de violência e agressividade na aborddagem e nas operações, quando invadiram a escola armados empunhando armas de grosso calibre para capturar suspeitos. Isto estarreceu a comunidade escolar preocupados com o trauma psicológico que isto causou nas crianças e adolescentes.

Outra fala importante foi da presidente do conselho escolar Patricia que diz que a Guarda Municipal tem como objetivo proteger o patrimônio e não o fez, pois na ocasião do roubo (citando um dos assaltos) a localização da sala da direção da escola fica a poucos metros da guarita.

Quanto a não participação da Smed na Audiência a Vereadora Maria Celeste (PT) destacou que participa de várias audiências e destaca que a falta de participação da Mantenedora (Smed) nestes fóruns de discussão. Disse também que lamenta muito que não haja desdobramentos por parte do governo de todas as audiências que vem participando. Sugeriu que seja encaminhada as notas taquigráficas a CECE, CEDECONDH e CCJ da Câmara, pois gestores e autoridades do poder público devem assumir suas responsabilidades e aplicar o dinehiro público priorizando a solução das questões relatadas.

Da minha parte a minha opnião é que sobretudo a Smed está demorando demais para fazer a sua parte na solução de todos estes problemas. O pedido da construção de um muro para fechar o beco já foi pedido a mais de 2 anos, iremos acompanhar para ver se a solução se encaminha rapidamente.

João Batista Maciel Gonçalves

Morador do Bairro Lomba do Pinheiro - Ativista Comunitário