28 de abril de 2012

A busca da felicidade II

          Em 23 de abril meu tema aqui e na Coluna que eu assino na Rádio Santa Isabel FM*, de Viamão/RS, foi “A busca da felicidade”. Neste artigo, em dado momento concluí (na minha filosofia) que Deus é o criador de todas as coisas e que toda criação é um ato livre da sua própria vontade. Por serem criadas, todas as coisas participam da perfeição divina. E a perfeição divina resulta em felicidade! Todas as coisas visíveis e invisíveis foram criadas por Deus. Mas se Deus é o autor de todas as coisas, qual seria a causa de sua criação? Ora, toda vontade tem um objeto que lhe é próprio. Nos seres humanos, o desejo da vontade é um objeto exterior, exemplo disso é a busca da felicidade que determina toda ação humana. Em Deus, ao contrário da natureza humana, a vontade não pode ser determinada por algo exterior a Si mesmo, ou seja, ela encontra-se no próprio Deus e o objeto dessa vontade divina é a bondade. Logo, é evidente que a causa da criação é a própria bondade divina.
         Tão bom seria buscar a felicidade dentro de nós mesmos, em nosso interior. Mas alguém dirá: acaso o mundo que vivo não é externo? Sim, sem dúvida o mundo no qual vivemos é exterior. Mas onde é que sentimos nossas emoções? As emoções sentimos internamente. Logo, o exercício da busca da felicidade está mais ligada ao nosso “eu”. Os objetos externos precisam ser para nós apenas a ponte para detonar a felicidade. Se algo me trouxer más sensações é dentro de mim, onde eu sento todas as emoções sejam boas ou não, que preciso tomar uma decisão importantíssima: impedir que as más sensações façam morada. É preciso impedir que ao entrar em nós más sensações, que estas fiquem dentro de nós. É preciso expelir tudo o que não nos deixa felizes. Se fizermos este exercício mesmo que encontremos, em nossa caminhada da vida, as mais terríveis decepções, estas não irão causar “internamente” más sensações PERMANENTES, basta não deixá-las PERMANECER dentro de nós, no nosso “eu”.
         Deus nos criou para sermos felizes. Se a cor que lhe trás felicidade é verde, e em sua vida apenas encontraste o azul e o amarelo porquê não misturas estas cores em busca do verde que tanto te agrada? Te encontres a ti mesmo e sejas feliz com o que tens. Um mundo interior de emoções equilibradas o aguarda.


João Batista Maciel Gonçalves

Acadêmico de Filosofia - PUCRS

Trabalho social desenvolvido:

- Conselheiro do Orçamento Participativo de Porto Alegre na Temática da Cultura, e da Comissão de Cultura da Lomba do Pinheiro;

- Delegado do Fórum de Planejamento do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre;

- Presidente da Acomasf - Associação Comunitária Santa Filomena, bairro Lomba do Pinheiro.