Na semana passada, eu ponderei que na concepção religiosa cristã pode-se dizer que a FELICIDADE está indubitavelmente ligada a criação do Homem desde a sua idealização por Deus. Os cristãos acreditam que o Homem foi criado por Deus, bem como o universo inteiro. É comum chamar a quem cria algo de Pai da criação. Por exemplo: Santos Dumont criou o avião, logo, chamamos ele de Pai da aviação. Assim sendo, é natural chamar a Deus de Pai. E se Deus é Pai nós somos filhos para ele, e esta é a questão: QUAL o pai não ama o seu filho? É natural que o ame. Então da mesma forma Deus ama o Homem como um Pai ama o Filho. Parece-nos lógico, portanto, ACREDITAR que Deus DESEJOU felicidade ao Homem.
Mas então uma pergunta precisa ser feita: o que é a felicidade?
Como resposta alguém poderia dizer: é um enigma que desde sempre inquieta a humanidade.
Mas segundo Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que estuda a felicidade há mais de duas décadas, a FELICIDADE seria uma sensação de bem-estar: “É difícil dizer o que é, mas sei quando eu a vejo. É simplesmente se sentir bem”.
Deus criou o Homem e o colocou num paraíso, uma espécie de jardim onde havia tudo para ele ser feliz, havia florestas, rios, animais, aves, criaturas marinhas, toda beleza na natureza nos seus relevos e céus. O Homem tinha tudo para ser feliz, estendia a mão e tinha alimento. Acordava e dormia, e continuava sendo feliz. Deus também deu-lhe uma companheira, a mulher, e desejou que o Homem expandisse o paraíso, povoando toda a Terra. Infelizmente após cerca de seis mil anos da criação do Homem, é raríssimo encontrar traços daquele paraíso.
No contexto atual é difícil responder o que é a felicidade, entretanto, estudos científicos recentes têm procurado achar padrões de comportamento e pensamento nas pessoas que se consideram felizes. Alguns padrões encontrados são:
- buscar objetivos de acordo com suas características pessoais
- riqueza em relacionamentos humanos
- possuir uma forte identidade étnica
- ausência de problemas
- ser competente naquilo que se faz
- enfrentar problemas com a ajuda de outras pessoas
- receber apoio de pais, parentes e amigos
- ser agradável e gentil no relacionamento com outras pessoas
- não superdimensionar suas falhas e defeitos
- gostar daquilo que se possui
- ser autoconfiante
- pertencer a um grupo
- independência pessoal
Concluindo, poderíamos dizer que: a felicidade não é uma sensação eterna, é um estado de êxtase, daqueles que se atinge nos momentos de extremo prazer. Estar feliz ou triste é um ir e vir. É um querer eterno.
João Batista Maciel Gonçalves
Acadêmico de Filosofia - PUCRS
Nenhum comentário:
Postar um comentário